CRISTO E A PLENITUDE DOS TEMPOS
CALMEIRO
MATIAS

Deus Santo,
Louvado sejais por Jesus Cristo e pelo
salto de qualidade
que ele operou na História da Humanidade.
O conteúdo fundamental da plenitude dos
tempos é a
incorporação da Humanidade na Família de Deus
mediante o Espírito Santo.
A expressão “Plenitude dos Tempos” leva
consigo um
sentido de avanço e aperfeiçoamento da marcha
histórica
da Humanidade.
É a última etapa, isto é, a fase final
da marcha histórica da
humanidade a caminhar para a plenitude da comunhão
da
Familiar de Deus.
A plenitude dos tempos, portanto, é a
entrada do projecto
humano na fase dos acabamentos.
A plenitude dos tempos significa que o
projecto humano,
foi qualitativamente modificado através do
mistério da
Encarnação: o Divino enxertou-se no
Humano, a fim deste ser divinizado.
Ao ressuscitar, Jesus entrou nas
coordenadas da
Universalidade, isto é, da
equidistância, da omnipresença
e da comunhão universal.
Nesse momento o Senhor Jesus tornou-se o
coração do
Homem Novo assumido de modo orgânico na
comunhão da Santíssima Trindade.
Graças a Jesus ressuscitado a Humanidade
ficou ligada
de modo indissolúvel, à comunhão da
Santíssima
Trindade.
O mistério da Encarnação e a
ressurreição de Jesus Cristo
é, na verdade, o acontecimento que
confere plenitude à
génese histórica da Humanidade. Jesus é, de
facto, o ponto
de encontro do Humano com o Divino.
Se olharmos com olhos de Fé para a nossa
história
pessoal, não nos será difícil descobrir a
bondade de Deus.
em muitos dos acontecimentos da nossa
vida. Além disso
Podemos descobrir, por exemplo, como a
bondade de
Deus se concretizou para nós através da
mediação das
pessoas que se cruzaram connosco na vida.
Na verdade, os seres humanos são
mediações do amor
criador e salvador de Deus.
É enorme a cadeia dos acontecimentos
que, segundo a
Bíblia, foram conduzindo a História até
Cristo que é o
início da plenitude dos tempos.
À luz do Antigo Testamento, o Messias é
alguém viria
com a missão de realizar a intervenção
decisiva de Deus,
condição para a Humanidade atingir a sua
plenitude.
Através do Messias viriam a bênção
universal que atingirá
todas as famílias da Terra (Gn 12, 3).
Jesus Cristo é o centro da Boa Notícia
do Novo
Testamento. A Humanidade, em rotura com
Deus desde
Adão, é
definitivamente reconciliada com Deus (2 Cor 5, 17-19).
Segundo São Paulo, Jesus Cristo é o Novo
Adão que
repara os estragos feitos Adão no tecido da
Humanidade
(Rm 5, 17-19).
Ele é, diz o evangelho de São João, o
único caminho para
chegarmos ao Pai (Jo 14, 6).
São Mateus diz que, no momento da morte
e ressurreição
de Jesus, o véu do templo se rasgou de alto
a baixo (Mt 27, 51).
Com esta afirmação São Mateus que dizer
que o Templo
da Nova Aliança, Cristo ressuscitado, está
construído.
São Paulo reforça esta verdade dizendo
que todos nós
somos templos do Espírito Santo e que Deus
habita nos
nossos corações (1 Cor 3, 16).
Nós somos o Corpo de Cristo, isto é, a
mediação para o
mundo, se poder encontrar com Jesus Cristo
ressuscitado
(1 Cor 10, 17; 12, 27).
A nossa vida será fecunda na medida em
que estejamos
organicamente unidos a Cristo como os ramos da
videira
são fecundos na medida em que estão unidos
à cepa (Jo 15, 4-6).
A plenitude dos tempos foi emergindo
graças à presença
do Emanuel que, apesar de não nos
substituir, faz história
connosco.
Com o Povo da Nova Aliança, Deus
inaugura a fase final
da História, que consiste na divinização
da Humanidade,
mediante a sua incorporação na Família de Deus.
Deus Santo,
obrigado por tanta bondade!
Ámen!